XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Pé torto congênito e seu espectro de deformidades em associação com mielomeningocele: uma revisão de literatura

Objetivo

Explorar a associação entre o espectro de deformidades do Pé Torto Congênito (PTC) e a Mielomeningocele (MMC), tendo em vista que há uma associação estatisticamente significante entre essas entidades.

Materiais e Métodos/Casuística

Foi realizada uma revisão de literatura, utilizando as bases de dados: SCIELO e PUBMED, onde foram coletados artigos científicos publicados no período entre 2015 e 2017 com idiomas português e inglês.

Resultados

Foi possível revisar conceitos importantes acerca do Pé Torto Congênito e de sua associação com mielomeningocele. O primeiro se caracteriza como uma displasia congênita de todas as estruturas musculoesqueléticas (músculos, tendões, ligamentos, estruturas osteoarticulares e neurovasculares) distais ao joelho. Importante lembrar que o pé torto congênito idiopático é a forma mais comum. Quando associado à MMC, o PTC é apenas uma dentre várias outras alterações ortopédicas, incluindo deformidades na coluna vertebral, quadril e joelho, além de condições neurológicas como hidrocefalia, medula ancorada e Arnold-Chiari tipo II.

Discussão e Conclusões

O PTC, pilar principal do estudo, possui uma forte correlação epidemiológica com a mielomeningocele, sendo um dos focos de atenção para correção cirúrgica. É válido ressaltar as suas várias apresentações: equino, varo, valgo, talo vertical, pé torto equinovaro aduto e calcâneo/calcâneo valgo, estando essas relacionadas com a topografia do envolvimento neurológico. Em contexto de prevalência, as duas últimas deformidades merecem maior destaque. O pé torto equinovaro aduto, deformidade mais comum, acomete cerca de 30 a 50% dos pacientes com MMC. Além disso, tem relação maior com o envolvimento a nível torácico ou lombar da medula. Quanto à deformidade do calcâneo, ocorre em cerca de 30% dos pacientes com MMC, com envolvimento a nível de L4 ou L5. Os pacientes com calcaneovalgo apresentam diminuição da força de flexão plantar, além de um desequilíbrio entre o movimento de eversão e de inversão. O objetivo comum do tratamento é a obtenção de um pé plantígrado, com preservação máxima da amplitude de movimentos, e indolor. Há métodos conservadores (gessos ou órteses) e cirúrgicos (tenotomias e/ou osteotomias). Por fim, é fundamental destacar que o atendimento ortopédico inicial dos pacientes portadores de mielomeningocele deve ser realizado como parte de uma abordagem multidisciplinar envolvendo neurocirurgião, urologista e fisiatra.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

Pé torto; Mielomeningocele; Defeitos do tubo neural

Área

Áreas Afins

Instituições

Centro Universitário Christus - Unichristus - Ceara - Brasil

Autores

Davi Correia SOÉJIMA, Carlos Menezes ALEXANDRE, Raphael Correia SOÉJIMA